segunda-feira, 9 de julho de 2007

Intenções...


Ter dezoito anos sem deslizar leve sobre o teu corpo...
E sem na vida nunca ter sentido,
Os meus olhos se fechar de gozo, enquanto danço em cima do teu prazer...
É castigo!
Pelas noites, nas minhas utopias...
Passam tantas fantasias...
Visões e ilusões que se acendem como fogo no peito e na alma,
O coração de calor soa!
E suspiram os lábios, o teu doce nome, de homem e senhor!
Os teus gemidos são minha frenética cobiça!
Só de pensá-los... Um palor de febre me cobre o semblante,
Delirando posso vê-lo,
Na sombra luminosa do luar...
Seminu, vens deitar-se junto a mim,
Então me beija um beijo terno...
Ah! Um momento que parece ser eterno...
Sinto os minutos passarem deliciosos pela vida...
Que delírios!
Desperto agitada!
Inda o procuro...Chamo! Grito! Choro! Gemo! Suspiro!
Imploro uma miragem,
Tudo é silêncio!
Suave ilusão, homem dos meus sonhos...
Sofro tanto sem os teus reais chamegos,
Quando será,
Que virás iluminar,
Com a luz dos teus olhos,
O meu corpo agoniado,
Á espera de por ti, ser devorado?


Erthaline Ramos




(Inspirada na obra: IDÉIAS ÍNTIMAS, de Álvares de Azevedo)

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